terça-feira, 28 de outubro de 2014

Chapada Diamantina Dia 1: Lençóis, Caldeirões do Serrano, Salão de Areias Coloridas e Cachoeirinha



Centro de Lençóis - BA

Quem deseja conhecer a Chapada Diamantina terá à disposição diversos passeios e diversas agências que fazem ecoturismo ao gosto do cliente, de acordo com a conveniência de horários, dias disponíveis e tipos de atividades. Existe, entretanto, em diversas agências roteiros padrões, dentre eles optamos pelo roteiro “Volta ao Parque”, que consiste, basicamente, em conhecer os principais pontos do Parque Nacional da Chapada Diamantina no período de 8 dias intercalando entre trilhas leves, moderadas e difíceis.
Nestes 8 dias você conhecerá o melhor da Chapada Diamantina, ou pelo menos, o melhor que se poderia conhecer em apenas 8 dias, pois o Parque é imenso e mais imensa ainda é a quantidade de opções turísticas, sendo comum o discurso de que se você ficar ali 30 dias, ainda deixará de conhecer muita coisa. Então nada melhor que ter um gostinho de cada coisa para querer voltar logo à Chapada baiana.
O Volta ao Parque consiste em percorrer os principais pontos turísticos da região, pernoitando em pousadas de 3 cidades diferentes, contornando todo o Parque Nacional.  Pode haver alguma variação de roteiro de uma empresa para outra, especialmente quanto aos municípios de hospedagem e sequência dos passeios, então vale frisar que descreveremos conforme a nossa experiência com a empresa que contratamos, como dissemos aqui.
O primeiro dia é um roteiro bem curto, pois inicia-se no final da tarde, às 16:00, já que é o dia da chegada em Lençóis.
Chegamos em Lençóis por volta das 14:40h, onde um taxista (receptivo) nos aguardava para deixar-nos na pousada e nos prepararmos para o início do passeio.
Ao chegar à Pousada Raio de Sol, rapidamente fizemos nosso check-in e subimos com as mochilas, tomamos um banho e antes do horário combinado ainda fomos conhecer a cidade de Lençóis, adiantando o city tour que seria oferecido rsrsrs... e às 16h, apenas com água, máquina e mochila de ataque, partimos para reunir o restante do grupo e começar a diversão.

Pousada Raio de Sol
Lençóis

Atravessamos o centro da cidade e depois de 30 minutos de caminhada saindo a pé do hotel/pousada chegávamos aos Caldeirões do Serrano, local por onde corre um rio e que ao longo dos tempos foi formando verdadeiras piscinas naturais encravadas em uma sequência de pedra inclinada, tendo ao fundo a cidade de Lençóis.
Caldeirões do Serrano com a cidade de Lençóis ao fundo

Seguimos nossa trilha e chegamos ao Salão de Areias Coloridas, onde pudemos observar diversas formações de rochas de arenito que foram se desgastando pela ação dos ventos, resultando em belas e inusitadas formações, e pelo caminho de ida e volta, muita areia desprendida das rochas.

Salão de Areias Coloridas
Trilha para o Salão de Areias Coloridas



















Cachoeirinha



Na sequência, após uns 10 minutos de trilha, chegamos à Cachoeirinha. Final do dia já sem sol direto e água gelada, combinação que levou a quase ninguém entrar na água, mas o local é bem legal para se passar o tempo e como é bem perto da cidade vale a visitação.


Trilha para a Cachoeirinha














Retornamos para a cidade no começo da noite, percorremos algumas ruas e ouvimos diversas histórias do nosso guia Salvador (que ficaria conosco apenas neste dia). 
Lençóis chegou a ser uma das maiores produtoras de diamantes do Brasil, mas após o término do ciclo a cidade decaiu, vindo a ressurgir novamente há duas décadas em razão do turismo e as histórias da época do Diamante contadas pelos guias são muitas...
Retornando à cidade, passamos pelas principais ruas que pela noite estão repletas de restaurantes variados, que oferecem desde a tradicional comida nordestina até as massas italianas.

Restaurantes de Lençóis com suas mesas nas ruas

Restaurante e Pizzaria Fazendinha e Tal
Finalizado o passeio e o city tour, demos uma volta à procura de um restaurante e resolvemos seguir a indicação de um taxista de Salvador e parar no Restaurante e Pizzaria Fazendinha e Tal, onde são servidas pizzas e comidas em geral, sempre com um bom toque da cozinha nordestina e, para quem gosta, ainda possui uma grande quantidade de opções de cachaça. Antes de nos sentarmos, a atendente e  também cozinheira, já foi nos avisando de maneira muito educada “Ainda não estamos servindo pizzas.”, uma das formas de dizer:  "Tem, mas acabou"...rsrs

Interior do Restaurante Fazendinha
Aqui vale um adendo: Na região provavelmente você vai ouvir o “Tem, mas acabou”...rsrsrs...é bem isso mesmo, quando você for em algum restaurante, nos hotéis, quando precisar da internet...vc vai conhecer o: “Tem, mas acabou...”, "– Tem água?” “– Tem, mas acabou”; “– Vocês têm internet no hotel?” “– Tem sim moço, mas não tá funcionando.”; “– Vou querer um suco natural deste aqui do cardápio” “– Esse daí acabou”...rsrrssr …tudo de maneira bem natural e educada. Acabamos nos divertindo com o “Tem, mas acabou!” e este foi um fato muito lembrado pelo nosso querido guia Thiago, que de forma muito bem humorada valoriza cada pedacinho daquela região, inclusive nas adversidades, já que essa é a forma como vivem por lá, em um ritmo muuuuito mais calmo, tranquilo, pleno.... e felizes, que é o que importa.
Voltando à pizzaria que não tinha pizza... rsrsrs... optamos por comer o Furdúncio (prato que vem a ser a grosso modo uma espécie de Yakisoba nordestino, com legumes diversos e carne de sol, além dos tradicionais itens de um yakisoba normal). Diferente, mas muito bom!!! O prato serviu muito bem 2 esfomeados sem almoço... e ainda sobrou para os cachorros da rua, que se esbaldaram com a carne seca... rsrsrsr

Furdúncio: o Yakisoba nordestino

Retornamos para a pousada, ansiosos pelo 2º dia de Chapada Diamantina... que foi muito legal, então não percam as cenas do próximo capítulo!!!
Abraços

Partindo pra viagem 

Um comentário:

  1. Mais uma vez, parabéns pelo post! Adorei a riqueza de detalhes, pois foi como se eu estivesse novamente na Chapada... "Tem, mas acabou" hehehehe, essa frase deu o que falar kkkkkk. Me digam como eu pude perder o yakisoba nordestino??? Um grande abraço meus queridos.

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