sábado, 31 de janeiro de 2015

Chapada Diamantina dia 3: Poço do Diabo, Rio Pratinha, Gruta Azul, Caverna da Torrinha e Vale do Capão.



Lagoa do Rio Pratinha


Café da manhã e bagagem pronta para ser despachada. Saímos de Lençóis com nossas mochilas de ataque para o passeio do dia, enquanto a equipe da Venturas levava nossas bagagens para a cidade das próximas 2 pernoites: Vale do Capão.
Partimos para o Poço do Diabo... lugar de nome assustador, mas de enorme beleza.
Localizado a 18km de Lençóis e à beira da Rodovia BR-242, chegamos ao Restaurante Mucugezinho e de lá seguimos por uma trilha leve/moderada margeando o Rio Mucugezinho. Após uns 25 minutos de muita beleza, chegamos ao nosso objetivo...o Poço do Diabo. Por cima já se vê que a altura é bem grande e dá muito medo de chegar perto do precipício.
Poço do Diabo visto de cima

No Poço do Diabo pode-se praticar a tirolesa e o rapel (normalmente com a equipe do Nas Alturas) a ser contratado na hora. No local já houve inclusive eventos de salto de plataforma, com a presença do saltador colombiano Orlando Duque, por 9 vezes campeão mundial de saltos de penhasco, que dali saltou os mais de 20 metros do penhasco do poço do Diabo.
Por uma trilha moderada, em 5 minutos chega-se ao lago do Poço do Diabo. Tudo muito lindo!!!
Enquanto muitos tomavam banho e outros desciam de tirolesa e rapel, MarFla trabalhava (rsrsrsr) e desbravava a região em busca dos melhores ângulos de fotografias para os amigos do Partindo pra Viagem .
Seguimos pela Chapada, agora o destino era a Fazenda do Rio Pratinha, ali está concentrada a flutuação no Rio Pratinha e a Gruta Azul. Na sede da fazenda (que também é a entrada) se paga o acesso aos atrativos e ao restaurante, que foi onde almoçamos. Restaurante com bastante opções e muitos pratos regionais.
Alimentados, seguimos por uma trilha de looongos 200 metros ...rsrs... até chegarmos à lagoa do Rio Pratinha, lugar fantástico com uma água de tonalidade esverdeada e de uma transparência absurda. Parada para algumas fotos ou até mesmo para uma tirolesa, descemos mais um pouco até a boca de uma gruta alagada, onde recebemos lanterna, coletes de flutuação, pés de pato e máscara com snorkel... hora de começarmos nossa flutuação no Rio Pratinha.

Caverna de flutuação do Rio Pratinha

Após uma instrução básica e um período de experimentação, seguimos flutuando em direção à gruta. Acima de nossas cabeças, percebemos o teto se rebaixando, chegando a uns 2 metros de altura e, abaixo, percebemos, com o auxílio de lanternas de mão, um mundo subaquático e azul de beleza indescritível. Percebemos, então, o teto se engrandecer novamente e nos damos conta de que estamos em uma espécie de caverna alagada e a nossos ´pés' uma imensidão azul profundo. Em determinado momento na caverna, somos orientados a desligar todas as nossas lanternas e permanecemos em silêncio por longos 2 minutos. Momento de apurarmos nossos outros sentidos e sentirmos toda a imensidão que a natureza nos propicia. Incrível demais!!!
Retornamos flutuando para a boca da gruta, deixamos as lanternas, snorkels e pés de pato e apenas de colete de flutuação continuamos subindo o rio em direção à grande lagoa, sempre evitando colocar os pés no chão para não levantar os sedimentos e sujar a água. Permanecemos por ali durante um tempo à toa, só aproveitando a lagoa e depois voltamos para a terra firme, pois ainda tínhamos muita coisa para fazer e conhecer.
Seguimos a pé por uns 400 metros até a Gruta Azul. A água era realmente azul (rssrsrs), mas um azul tão vivo que é difícil descrever. Chegamos ali no horário ideal, em que a luz do sol incidia na água da lagoa e avivava ainda mais toda aquela beleza. Na Gruta Azul não se permite banhos, apenas contemplação... e contemplando ficamos por um tempo e retornamos para nosso veículo.

Gruta Azul

Por uma estrada de chão, chegamos na Caverna da Torrinha. A torrinha é apenas a 13ª caverna em tamanho do Brasil, mas é uma das mais importantes e completas, considerando sua diversidade de itens de espeleologia.
Chegamos à boca da caverna, que impressiona com sua enorme amplitude, é espantoso o seu tamanho. Ali nesse salão, recebemos o capacete de proteção, a lanterna de cabeça e instruções básicas de caverna e de preservação do local.

Entrada da Caverna da Torrinha

Seguimos por um pequeno trecho e chegamos à passagem da francesa, que tem esse nome por ter sido descoberta por uma espeleológa francesa que estudava a caverna. A passagem estreita exige o agachamento para então se chegar a um enorme salão que até então era desconhecido. Ao todo percorremos cerca de 700 metros, passando por estalactites, estalagmites, formações diversas como o “rosto de cristo”, sendo o ponto alto da visitação as formações da Flor de Aragonita invertida e as agulhas de gipsita.
Em determinado salão todo o grupo se sentou para ouvir um pouco os conhecimentos dos guias e logo recebemos a orientação de desligarmos nossas lanternas e ficarmos em silêncio por algum tempo. Experiência impressionante de sentirmos os enigmáticos sons da caverna, local perfeito para fazermos uma foto de todo o grupo reunido.

Caverna da Torrinha

O destino final de hoje como dissemos era o Vale do Capão, seguimos para lá e chegamos à Pousada Pé no Mato e a nossa bagagem estava lá nos aguardando, conforme o combinado. Fomos hospedados nos quartos mais simples, mas muito bom, do tipo chalé.
Capão é bem pequeno e a rede hoteleira também não é grande, nessa ocasião mesmo estávamos em 5 pessoas hospedadas no Pé do Mato, enquanto o restante do grupo ficou em outra pousada, assim é bem interessante agendar a hospedagem de preferência com uma certa antecedência.
Banho tomado e fomos dar uma volta no Vale do Capão e procurar um local para jantarmos... após alguns lugares fechados, fomos parar no Restaurante O Galpão, ambiente agradável e cardápio voltado para o público Vegetariano – assim como todo o Vale do Capão de uma maneira em geral. Após o jantar, pedimos uma sobremesa de Crepe especial de banana caramelizada... e a não ser que você tenha verdadeira ojeriza por banana caramelizada, esse prato vai te conquistar... é muuuuuuuito bom. Tão bom que queríamos ter voltado no dia seguinte para comer a mesma sobremesa, mas na próxima postagem você vai entender porque isso não foi possível.
Dia seguinte Partindo pra Viagem: Cachoeira da Fumaça... que foi super legal!
Na sequência, algumas outras fotos do dia para tentar demonstrar para vocês um pouco da beleza dos lugares, lembrando que, pessoalmente, é tudo muito mais bonito rsrsrsrsr...

Abraços

Partindo pra viagem
Trilha para o Poço do Diabo

Belezas no caminho para o Poço do Diabo

Poço do Diabo

Banho refrescante no Poço do Diabo


Tirolesa no Poço do Diabo

Rapel no Poço do Diabo
Poço do Diabo





















As diversas cores do Poço do Diabo

Morro do Camelo
Flutuação na Caverna do Rio Pratinha













Gruta Azul

Caverna da Torrinha

Imagem do rosto de Cristo na Caverna da Torrinha

Estactites e Estalagmites na Caverna da Torrinha

Na boca do Jacaré da Caverna da Torrinha

Passagem da francesa na Caverna da Torrinha

Caverna da Torrinha

Estactites e a linda Flor de Aragonita invertida

Formações na Caverna da Torrinha

Paredão na Caverna da Torrinha

Vale do Capão

Nosso quarto na Pousada Pé no Mato


domingo, 7 de dezembro de 2014

Chapada Diamantina Dia 2: Serra das Paridas, Cachoeira do Mosquito e Morro do Pai Inácio

Vista de cima do Morro do Pai Inácio

Existe algo melhor que acordar ao som dos pássaros? Sim, existe... é acordar ao som dos pássaros em plena Chapada Diamantina.
Acordamos na Pousada Rio de Sol, tomamos um bom café da manhã, tudo preparado na própria cozinha e com direito até mesmo a tapioca preparada de acordo com o gosto do cliente. Êêê vida difícil... rsrsrsr
Claro que antes do horário combinado para sairmos com o grupo ainda fomos dar uma volta no centrinho de Lençóis, pois a pousada fica a apenas 5 minutos de lá... então fomos bater perna!!!
Com o grupo reunido, foi distribuído pela equipe de apoio da empresa o lanche/almoço, incluindo suco natural e água.
Devidamente abastecidos com nossos lanches...rsrsr...embarcamos em uma van para o nosso primeiro destino do dia: Serra das Paridas, sítio arqueológico localizado no próprio município de Lençóis, há uns 30 minutos de carro do centro da cidade e de onde temos uma visão bem legal da Chapada.
Vista do alto da Serra das Paridas

Serra das Paridas

O Complexo Arqueológico da Serra das Paridas foi descoberto muito recentemente, apenas em 2005, após um grande incêndio na região que 'abriu' boa parte da mata, descortinando o local que os nativos chamavam de “pedra escrevida”. 
Base de chegada do Complexo da Serra das Paridas
Complexo da Serra das Paridas


O Complexo todo é formado por 18 sítios arqueológicos que ainda estão em fase de datação e pesquisas, e nele são encontradas diversas pinturas rupestres cujas figuras representam, basicamente, diversos animais, pessoas e outras representações a serem interpretadas por cada um. 

Visão de onde estão localizadas parte das Pinturas da Serra das Paridas

Dentre as pinturas encontradas nos deparamos com o E.T. do filme do Steven Spielberg... rsrsrs...isso mesmo o E.T.... vejam com seus próprios olhos e comprovem que o E.T. foi desenhado há muitos e muitos anos na Chapada Diamantina...rsrsr
 No centro da imagem o E.T. e outras pinturas da Serra das Paridas
A figura do  E.T. do Spielberg

Há quem diga que se trata de uma representação de uma preguiça gigante, espécie que vivia ali muuuuito antigamente... mas olhem bem, é ou não é o E.T. do Spielberg... rsrsrsrs... e para completar a equipe de astros da TV, encantramos o Sid do desenho A Era do Gelo.
Olhem o Sid do filme A Era do Gelo

O nome Serra das Paridas deve-se ao fato de que entre as figuras humanas representadas nas gravuras existe diversas representações que se assemelham a mulheres 'paridas' e de cócoras prestes 'a parir'.
Na entrada do complexo há, também, a opção de comprar diversos quadros feitos artesanalmente com pedras da região e nos mais diversos tamanhos, todos com representações similares às figuras encontradas nas Paridas.
Visão geral do acesso à Serra das Paridas e da sua base para visitação

Em seguida partimos para a Cachoeira do Mosquito, que recebeu esse nome não pelos insetos que costumam pentelhar os visitantes, mas porque 'mosquitos' é como são conhecidos os diamantes de tamanho bem pequenos e não tão valorizados. Por aí, novamente, temos certeza que a origem do nome Chapada Diamantina não foi à toa.
O acesso ao local é de fácil/média dificuldade e após trilhas e escadas chegamos à linda cachoeira. 
Trilha para a Cachoeira do Mosquito
Chegando à Cachoeira do Mosquito
Aproveitando a Cachoeira do Mosquito



Cachoeira do Mosquito

Por ali mesmo, almoçamos o nosso lanche (fornecido pela empresa que contratamos) e nos refrescamos na gelada cascata. Muito refrescante e revigorante para subirmos o cânion na volta; e do mirante, já na parte de cima, tivemos uma outra noção da beleza do lugar.
Belezas do caminho




Cachoeira do Mosquito vista do mirante

O destino agora era um dos mais aguardados e mais fotografados quando se fala em Chapada Diamantina: partimos para o Morro do Pai Inácio!!!
Na estrada, e pouco antes de chegar ao Morro do Pai Inácio, do lado esquerdo, já avistamos a conhecida composição dos Morros 3 Irmãos (um ao lado dos outros), composição que só é vista desse ângulo. Então, preparem as máquinas fotográficas.
Vista dos 3 irmãos de dentro da van

























Paramos para um lanche e reabastecimento de água em uma lanchonete com ótima visão do Morro do Camelo e aos pés do Morro do Pai Inácio, e já tivemos uma noção da sua dimensão e o que nos aguardava de subida... rsrsrsr (1120 metros de altitude).

Vista do Morro do Camelo

Calma...esse não foi um passeio cansativo...seguimos de carro por um bom aclive margeando o Morro e paramos na sua base, bem mais próximo de seu cume e onde efetuamos o pagamento pelo acesso (que no nosso caso já estava incluído no pacote). Após uma trilha curta, finalizada em uns 15 minutos de subida moderada, nos deslumbramos com a paisagem espetacular, com uma visão magnífica da Chapada Diamantina.
Em primeiro plano, o Morro do Camelo, agora de cima do Morro do  Pai Inácio

O final do dia é o horário ideal para esse passeio: o clima nesse horário é mais ameno e a luz solar incidindo nas encostas dos morros é indescritível e, como um presente da natureza, aprecia-se o pôr do sol mais incrível e concorrido de toda a Chapada. Só indo mesmo para conseguir experimentar as sensações, de qualquer forma seguem algumas imagens para tentar demonstrar o que vimos e sentimos.
Vista de cima do Morro do  Pai Inácio
Todo o grupo reunido em cima do Morro do Pai Inácio


Assim que o sol se põe no horizonte, começamos nossa descida e, ainda com os últimos resquícios de claridade, chegamos à base do morro no estacionamento.
E partimos para Lençóis.
Lembrando que ainda tínhamos que arrumar as malas e nos prepararmos para no dia seguinte seguirmos de mala e cuia para nosso próximo destino: Vale do Capão.
Nosso grupo era composto por 13 pessoas das mais diversas regiões do Brasil e desconhecidas entre si, mas a essa altura já éramos um grupo bem coeso e divertido, assim, após o banho e antes do ronco, parte do grupo ainda se reuniu em um dos restaurantes do centro de Lençóis para jantarmos, nos conhecermos um pouco melhor e jogarmos conversa fora.
Parte do grupo no centro de Lençóis

Dia seguinte, Partindo pra Viagem: Vale do Capão... que foi muito legal, não percam os próximos post's!
Abraços

Partindo pra viagem 
 
Pôr do Sol de cima do Morro do Pai Inácio: Inesquecível